quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Doce Ilusao



mas nao mtos acessos... heheheeh

Dialeto vs. Sutaque



Ess dia tudu qui eu to cá na Zoropa, tudu mund fica faland dum tal de dialet de Baden-Wüttenberg, ou dum dialet da Sachsen i qui cada banda da Lemanha tinha um dialet diferent, praticament ôtra lingua.

Me incafufei com ess trem i disgramei a perguntá prus ôtro qualé a diferenca entri cada um dus dialet. Tiv as seguint resposta:

“Ah muda um cado a entonacao”

“Muda u jeit pronunciá uãs letra”

“Es tem uãs palavra pruns trem qui só es fala”

Então pensei cá cumig mess, issu é igualzim o que a gent chama de sutaque no Brasil uai! Pur conduquê es chamissu di dialet e quand o caboclo fala minerês o cuitad é chamad di animal?

Muit simplis, facim dimai da conta di respondê. U povu aqui tem uã cisma muit grand cum regionalism. Falá diferent pra es é cultura, num é ingnorancia não.

Cada dialet tem inté um gramática informal, oc lê o trem e já sabe marromenu qui aquili é de tal regiao. U pessuar tem orguí di fala o jeit da regiao e us ôtro v aquili cum respeit, invidualidad di cada um uai.

Tá aqui a revolta du mineru! Iscrivi ess post todim no dialet MINERÊS ai docê mim falá qui tem um trem errad aqui!




foto: http://www.orapois.com.br/humor/piadas/piadas-visuais/causo-mineiro_id6939_p0_mc0.html

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MI2C



Este é um post sobre um assunto muito comum entre os brasileiros que ficam por um tempo mais prolongado na Europa. Como fazer turismo.

No comeco vc parece a Tia Alfa do grupo de terceira da CVC Viagens. Quer ver tudo, tirar foto de cada passo.

“Olha uma igreja!”Click Click

“Olha uma casa!” Click Click

“Que ponte legal!”Click Click

“Um bêbado italiano, que elegancia...” Click Click

“Olha um pombo europeu! Ele até caga diferente.” Click Click

"GENTE! Só 2 min pra olhar ta? Depois temos que por próximo ponto."

"Nao você nao pode sentar agora, tem que andar mais 10km até para vermos a décima primeira igreja. Essa tem 20 centímetros a mais que décima"

Basicamente você tem seus deveres de turistas a cumprir:

  1. Visite a Igreja da Cidade
  2. Visite a Ponte da Cidade
  3. Visite o Museu da Cidade
  4. Visite o Castelo da Cidade
  5. Ande com um bobo pela Cidade
  6. Tire foto em tudo pra mostrar pro outros que vc realemente esteve lá e nao pegou as fotos no google.

Esse processo foi batisado como MI2C (Museu, Igreja, Castelo e Cidade). Dps disso tudo, faca o que vc quer, se ainda tiver energias. Entao você tem que tirar férias das férias de tao cansativo que foi. Pior ainda sao pessoas que se stressam porquê nao cumpriram todos os seus deveres, nao seguiram todos os horarios. RELAXA FIA!

Fato que isso cansa, após algumas viagens você comeca a perceber que no fundo tudo é mais ou menos a mesma coisa e joga no mato o MI2C, ou faz o mínimo. Em Junho e Julho eu nao viajei apenas 1 final de semana e a licao aprendida é:


  1. Faca o Freetour se a cidade tiver, se nao for Freetour nao faca. É grátis e nao é chato porque os guias sao geralmente um pessoal mais novo e eles nao vao ficar horas descrevendo a arte gótica que foi usa para fazer o saco escrotal da estátua do minininhomijao da fonte.
  2. ACHE UM BOM BAR
  3. ACHE COMPANHIA
  4. BEBA UMA BOA CERVEJA (especialmente se tiver uma típica da cidade)
  5. SINTA O AMBIENTE DA CIDADE.
  6. SE ESTIVER AFIM ESCOLHA UM MI2C PRA FAZER

Foi assim em Köln (galera mais animada que eu vi na Alemanha), Dresden (cidade do coracao), Frankfurt (dinheiro e luxeza) e Nürnberg (cultura megalomaníaca). Freiburg foi festa pura (SommerFestival: Sea of Love) e Marrakesh já foi descrita aqui.

E você, o que acha?



foto: http://www.travelettes.net/how-not-to-look-like-a-tourist/

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O velório da Piriquita

Durante uma conversa num Bier Garden, em frente ao estádio em que a seleção feminina de futebol foi desclassificada pelo EUA na copa do mundo 2 horas mais tarde, eu e mais uns amigos e amigas chegamos a um ponto de discursão:

Afinal de contas, pq o cara todo certinho apaixonado só se fode (ou melhor, nem fode) e a mulher não quer mais que amizade?

Muitos argumentos foram postos à prova, mas nada conclusivo. Bem, hoje, após alguns dias a finco de profunda reflexão, cheguei a uma teoria.

Tudo está relacionada à imagem que a mulher faz do cara. O caboclo certinho, que faz tudo que a mulher quer, tá sempre lá pra tudo que ela precisa, arrasta sofá, desmonta armário, sai de casa só pra ir lá carregar as sacolas de compra, dorme com a mulher na mesma cama (ela bêbada) e não tenta nem uma conchinha = o otário faz isso tudo sem ter pegado a bisteca. Esse infeliz gera a seguinte imagem no subconsciente da fêmea:

Numa sexta feira às 21h, a mulher entra no quarto vestindo uma camisola bege até o joelho. O camarada a espera vestindo uma samba canção com estampa de cortina, uma camiseta regata branca com marcas amarelas de baixo do braço – pizzas passadas. As luzes são apagadas, pois não se pode ver a rosto da amada em situação fora do normal. Ela deita na cama, levanta a saia, ele põe o elemento pra fora pela abertura da cueca. 3 min de papai-mamãe de camiseta e sem preliminares. Cada um vira prum lado, o “macho alfa” começa a roncar em menos 2 min. Coitada da, já senhora de 25 anos, começa a morder a fronha, não de prazer, mas sim de ódio de si própria por ter pensado “Ele é tão bonzinho, gosta tanto de mim, acho que pode dar certo.”

Ou o pior, pode simplesmente se conformar e assinar o atestado de óbito da sua “pirsiguida”! Selando o sepultamento com uma calcinha grande e bege com os seguintes dizeres:


“Aqui jaz ‘Piriquitinha’, que adorava voar e empoleirar nos paus mundo a fora.”



foto: http://images.veer.com/Marketplace/1241783_P_Cartoon-of-Old-Woman-Computing.JPG

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Marrocos - Marraquexe


Dia 1: Encontrei com o Marcel no Trem pra Frankfurt Hahn as 9 da matina, começava a jornada. Adiantando os fatos chegamos ao aeroporto uma correria danada entramos no avião, que é igual um busão da União, só que avúa. Pousamos em Marraquexe 17h. Dps de esperar um bucado pra passar pela imigração trocamos o dinheiro. 1 eur = 11Dihram. Ngm entendendo nada tentamos achar um TX pra ir pro Hostel.
Primeira pernada, pagamos 200 dinheiros pelo frete! O cara soltou a gnt num lugar muito fudido, parecendo o mercado municipal de Gov. Valadares. Na mesma hora apareceu um manolo oferecendo pra levar a gnt pro hostel, não tinha escolha mesmo, segui o malander. Passamos por umas lojinhas estranhas, os trem tudo fudido: “Pronto, vou ser estripado num beco marroquino!!!” pensamento comum a mim e Marcel (nipo-afro-feio-tupiniquim). Dps de passar pelos becos chegamos no Riad Massine, nosso hostel. O manolo malander levou 40 dirahm de gurja, mas valeu, pq eu nunca ia achar aquilo.
Achei q o lugar ia ser uma merda, dada a vizinhança, FOI AI Q VC ERROU! O lugar era doidimai! Tudo na decoração marroquina, AC nos quartos, banheiros privativos, e ainda uma gerente inglesa q arranhava um português, show! Largamos as mochilas e seguimos pra praça central. Eu já estava VERDE de fome. Na inútil tentativa de não comer comida que pudesse nos deixar doentes, fomos no restaurante mais luxuoso que vimos. Jantamos Tagine, um dos 3 pratos marroquinos, carne com legumes cozidos. Muito gostoso.
Energias repostas e fomos fazer compras. Eu queria uma dessas camisas que parecem pijama, característica da galera e com um nome que não consegui decorar, e dois xales, um pra Dona Virma e outro pra Bruna. Dps de muito rodar naquela confusão de cores, objetos, cheiros (nem todos agradáveis), chegamos a uma loja que parecia ter um preço legal, já que não era tão sofisticada. Marcel resolveu que queria um camisetao tbm, escolhemos os produtos e... hr de negociar. O vendedor, que devia ter uns 80 anos que trabalhava no mercado, começou falando q tudo ficaria por 1500 Dihran, já que ele estava nos dando um desconto. Eu, que não sou menino de feira, falei q pagava 300. A historia mais detalhada estará num vídeo que postarei no blog em alguns dias. No final das contas, dps de 30min de negociação e 3 paginas dum caderno com números riscados, fechamos tudo por 500dihrans. Acho que fui bem por ser um amador. Agora foi a vez do Japonês tentar a sorte, chegamos em outra loja, ele escolheu dois xales tbm. Dps de mais de 20min, fechou em 200 os dois. Mais detalhes tbm no vídeo.
É importante deixar claro aqui que o mercado de Marraquexe é um caso à parte. O lugar tem de tudo e nada com preço fixo. Barganha faz parte da cultura dos caras e eu não faço ideia como eles “sabem” o preço de tudo de cabeça. Gostaria de ter mais tempo pra rodar nesse mercado. Sacolas na mão, hostel e cama.
Dia 2: Acordamos às 6h e entramos na Van as 7:30h. Conosco estavam Armando (Porto-Rico), Iva (Eslováquia) e Steven (EUA), Mital e Nera (Quênia), Anthony e Vanessa (Australia), Mustapha (Guia e Malandro) e Abidu (Motorista com cara de filho do Don Corleone). Viajamos 2 hrs entre Marraquexe e as montanhas Atlas, onde paramos pra ver um lugar paisagem linda com muito verde e tomar café da manha. Mais 2hs e paramos no local de almço, uma vila Berber (nome do povo nativo do Marrocos que não são árabes). Nessa vila fica o Ait Ben Haddou Kasbah (Casa dos filhos de Haddou), lugar onde foi filmado Gladiador, Mar de Fogo entre outros filmes (mais detalhes no vídeo). O interessante é que tudo é feito duma mistura de barro e capim, logo, quando chove, derrete. Mas chuva não é uma coisa comum por lá. Assim, moram 6 famílias em volta da fortaleza que são responsáveis por restaurar os edifícios durante a época de seca.
Almoço foi Tagine, um momento legal pra conversar mais com o pessoal que estava com a gnt. Descobri que Iva, Armando e Steven estudam em Pamplona-ES com dois amigos da UFV, Fernando e Xico, ambos da Economia. Anthony e Vanessa pararam a vida por 1 ano para viajar o mundo, já estavam na estrada a 5 meses, com Brasil, Ásia e África Subsaariana na bagagem. Mital e Nera, tbm são mto viajados e conhecem o Brasil. Ficamos até umas 16hrs da tarde nesse restaurante e van novamente.
Cerca de 18hs chegamos ao hotel em Zagora, ficamos impressionados com a qualidade do Hotel, riqueza! Mais detalhes no vídeo. Tomamos banho e (a essa altura do campeonato eu já estava vestido com minha camisa marroquina) ficamos conversando mais, tocando umas musicas, contando piadas ruins, fazendo hora um com a cara do outro, tudo muito descontraído e divertido! Jantamos, Tagine, e depois um dos motoristas da trupe cantou e tocou para nos, muito louco(Video) e mais tarde o Ziza baixou nos caras qdo começaram a tocar tambor!!!! Tá doido! Teve uma hr lá se o cara não enfartasse eu que enfartava...
Dia 3: Estrada de novo! Acordamos cedo e fomos em direção ao Dades Gorges, um lugar com uns paredões gigantescos e um riozinho no meio, mto interessante.
É importante dizer que, apesar de todo o tempo no carro, era interessante d+ ver a paisagem mudando, tudo muito diferente do que estamos acostumados. Tinha hora q vinha o pensamento “Se esse carro quebra eu viro piquenique de abutre!”. Terreno plano, vc perdia de vista e não via um sinal de civilização. Só pedra! De repente aparece um rio, com 50mts pra cada lado cheio de verde! E o resto PEDRA!
Paramos para o almoço, Tagine, continuamos com piadas ruins e conversas improdutivas entre o grupo! Já tava um tirando sarro com a cara do outro pesado.
Continuamos viagem até o Merzouga, portão das dunas. Acredite se quiser, mas chegamos num hotel com PISCINA, na beirada do Saara! Vc poderá ver nos vídeos q minha cara já não estava das melhores, o calor me castigou. Essa piscina foi um presente dos deuses, mofei lá dentro até enrugar os dedos. Arrumamos uma mochila com 3 garrafas de agua, 2 de vinho e seguimos pros camelos.
Me vesti ao modo Berber, com turbante e camisetao, o resto da galera tbm não ficou atrás. Montamos nos camelos depois de varias risadas e pé na areia. Vou descrever como é andar em um dromedário com sela sem estribo: No plano é como se tivesse alguém batendo no seu saco escrotal com uma almofada pesada, na subida vc se sente feliz pelas pancadas serem no seu popozao, mas na descida cumpadi... A descida, troque espuma da almofada por pedras! Eu fiquei 10min naquilo e pulei fora, fui andando na areia o resto dos 50min de viagem.
Ficamos curtindo o por-do-sol até servirem a janta, Tagine. Ficamos hospedados em tendas Berbers. Subimos as dunas para ver o céu mais maravilhoso da minha vida, nunca vi tanta estrela. Dps da décima estrela cadente eu parei de contar e de fazer pedidos “Já to abusando né?”. Todo mundo levou seus colchoes pra o alto das dunas e dormiram ao relento. Eu me recusei a dormir, queria apreciar cada momento. O céu era tão límpido que dava pra ver uma mancha mais clara fazendo uma faixa cruzando céu de fora a fora. Por volta de 3 e meia surgiu a lua, e com ela foi todo o sono que eu poderia sentir. Foi um momento de muita reflexão, tava precisando disso. Não demorou muito e apareceu Marcel, que tinha ficado na barraca. Mais 1h e começou a se desenhar o nascer do sol mais bonito da minha vida! Primeiro vieram faixar de laranja e amarelo, até se formar um horizonte com várias cores. Branco, amarelo, laranja, azul claro, azul escuro e o preto da noite, com a lua ali em cima!!! Eu poderia ficar aqui descrevendo isso por mais 10 pag q não seria o suficiente!!!! Mais alguns minutos o Sol deu as caras e com ele a necessidade de ir embora.
Dia 4: Arrumamos as coisas bem rápido e montamos nos camelos antes do sol começar a castigar. Novamente fiquei no camelo por 10min e dps fui andando. Chegamos ao hotel e não consegui nem comer, banho era mais necessário. Era uma inhaca de areia com suor q tava tenso! O resto do dia foi só os 650km de volta a Marraquexe com uma parada pra o Almoço, que eu comi Brochette(carne no espetinho) pq não aguentava mais Tagine. Chegamos no hostel já era noite. Steven e Armando estavam meio doentes. Eu, Marcel e Iva fomos jantar, comi PIZZA!
Dia 5: Começamos cedo a jornada de volta pra Alemanha. O interessante foi um camarada puxar papo comigo no avião com um português mto carregado. Era um alemão que tinha ido no Brasil e estava afim de praticar a língua nova que tinha aprendido. Dps de alguns minutos de conversa descobri q o cara era de Stuttgart tbm e ele nos ofereceu carona. Foi uma maravilha, 3hs a menos de viagem na volta.
Chegamos vivos e com diarreia em casa! Viagem cansativa, mas maravilhosa, foi a maior experiência cultural q eu já tive. Recomendo a todos!!!


AMANHA COLOCO FOTOS, NET TA UM LIXO!