Começando, vou explicar o título:
Em alemão, Alemanha é Deutschland e se fala, lendo no bom português, Doitchiland. Bem, é quase isso.
Agora, com quase 8 meses de Doitchiland, me arrisco a descrever um perfil do alemão padrão. Claro que existem exceções, mas no geral vejo as coisas da seguinte forma:
O caboclo sabe exatamente o papel social dele. Eu tenho que estudar, trabalhar, procriar e garantir que meus filhos façam o mesmo. Obedecem as regras e leis, tanto sociais quanto governamentais. No geral, são muito educados, mas não agradáveis. Um alemão vai te comprimentar, perguntar "Tudo bem?", " Você é da onde? Fica até quando?". Essa pode, e provavelmente será, a única conversa que você terá com o camarada.
CALMA! Tem gente já pensando em jogar pedra em mim.
Essa situação acontece em ambientes de trabalho, vizinhos e provavelmente com qualquer pessoa que você não tenha a necessidade ou obrigação de conversar, por qualquer motivo.
Fazem uma coisa de cada vez, extremamente bem feita, de modo que não precise voltar atrás. São muito pacientes e sabem esperar por resultado - essa paciência não se aplica em se esforçar a entender alguém que esteja aprendendo a língua deles.
São extremamente metódicos e isso está refletido em quase todos os aspectos do seu dia-a-dia. Você não consegue marcar um churrasco de ultima hora com um alemão, simplesmente porque ele não se planejou pra isso, mesmo que ele vá ficar em casa sem fazer nada pelas próximas 5 horas. Marque um evento com uma semana de antecedência, com horário de início e de fim, que devem e vão ser seguidos à risca. Cada um traz sua própria comida e bebida.
As casas geralmente não tem cercas, tem varandas comuns entre apartamentos, cozinhas e banheiros compartilhados, tudo isso funciona bem, porque todos sabem que o que não é seu não existe. A língua alemã é um bom exemplo desse perfil também, com todas as suas regras e estruturas gramaticais.
Entretanto, quando você vê um alemão bêbado ele pode externar o que pensa, mas não demonstra devido à sua obediência social. Já vi e já fui hostilizado duas ou três vezes por ser estrangeiro, mas realmente prefiro pensar que foram casos isolados.
No final, falando sobre esse papel social, a alemazada manda muito bem mesmo, as coisas realmente funcionam. É de encantar ver o dia-a-dia de uma cidade em que qualquer transporte atrasa no máximo 1min. Eu sei que se eu levantar 6:40 vou demorar exatos 18min pra sair do meu apartamento, mais 3 minutos até o ponto do trem e em um minuto o trem chegará. Faço isso todos os dias e falo que se ouve atraso maior do que 1 minuto, eu não me lembro. Serviços são muito fáceis de se pedir e muito bem prestados, mas geralmente caros. Moro uma moradia estudantil mesmo sendo estudante somente no Brasil, estudante é estudante então tem direito e pronto!
O reflexo desse enquadramento na sociedade se reflete na relações interpessoais. É muito difícil quebrar a barreira pra se chegar a uma amizade com um alemão. Eu imagino que eles têm dois ou três amigos pra vida toda e se fecha por ai. Falta espontaniedade, entrosamento, fazer questão da outra pessoa que está com você se sinta bem. Várias vezes já estive num ambiente com alemães que sabem que eu não domínio bem a língua (já vou falar sobre isso) não fazerem questão alguma de conversar em inglês (línguas que todos conhecem) para eu me sentir mais incluso. Ninguém conversa com ninguém em filas, onibus, metrôs e etc... todo mundo muito focado em si.
Concluindo, isso ai é um resumao de como vejo, até agora, esse país, extremamente eficiente e eficaz, mas a frieza do povo é palpável.
É bom deixar bem claro que essa impressão poderia ser bem diferente se eu falasse alemão. Mas só posso descrever o que eu conheço.
Brasucas na Germânia, no que concordam e no que discordam?!
Em alemão, Alemanha é Deutschland e se fala, lendo no bom português, Doitchiland. Bem, é quase isso.
Agora, com quase 8 meses de Doitchiland, me arrisco a descrever um perfil do alemão padrão. Claro que existem exceções, mas no geral vejo as coisas da seguinte forma:
O caboclo sabe exatamente o papel social dele. Eu tenho que estudar, trabalhar, procriar e garantir que meus filhos façam o mesmo. Obedecem as regras e leis, tanto sociais quanto governamentais. No geral, são muito educados, mas não agradáveis. Um alemão vai te comprimentar, perguntar "Tudo bem?", " Você é da onde? Fica até quando?". Essa pode, e provavelmente será, a única conversa que você terá com o camarada.
CALMA! Tem gente já pensando em jogar pedra em mim.
Essa situação acontece em ambientes de trabalho, vizinhos e provavelmente com qualquer pessoa que você não tenha a necessidade ou obrigação de conversar, por qualquer motivo.
Fazem uma coisa de cada vez, extremamente bem feita, de modo que não precise voltar atrás. São muito pacientes e sabem esperar por resultado - essa paciência não se aplica em se esforçar a entender alguém que esteja aprendendo a língua deles.
São extremamente metódicos e isso está refletido em quase todos os aspectos do seu dia-a-dia. Você não consegue marcar um churrasco de ultima hora com um alemão, simplesmente porque ele não se planejou pra isso, mesmo que ele vá ficar em casa sem fazer nada pelas próximas 5 horas. Marque um evento com uma semana de antecedência, com horário de início e de fim, que devem e vão ser seguidos à risca. Cada um traz sua própria comida e bebida.
As casas geralmente não tem cercas, tem varandas comuns entre apartamentos, cozinhas e banheiros compartilhados, tudo isso funciona bem, porque todos sabem que o que não é seu não existe. A língua alemã é um bom exemplo desse perfil também, com todas as suas regras e estruturas gramaticais.
Entretanto, quando você vê um alemão bêbado ele pode externar o que pensa, mas não demonstra devido à sua obediência social. Já vi e já fui hostilizado duas ou três vezes por ser estrangeiro, mas realmente prefiro pensar que foram casos isolados.
No final, falando sobre esse papel social, a alemazada manda muito bem mesmo, as coisas realmente funcionam. É de encantar ver o dia-a-dia de uma cidade em que qualquer transporte atrasa no máximo 1min. Eu sei que se eu levantar 6:40 vou demorar exatos 18min pra sair do meu apartamento, mais 3 minutos até o ponto do trem e em um minuto o trem chegará. Faço isso todos os dias e falo que se ouve atraso maior do que 1 minuto, eu não me lembro. Serviços são muito fáceis de se pedir e muito bem prestados, mas geralmente caros. Moro uma moradia estudantil mesmo sendo estudante somente no Brasil, estudante é estudante então tem direito e pronto!
O reflexo desse enquadramento na sociedade se reflete na relações interpessoais. É muito difícil quebrar a barreira pra se chegar a uma amizade com um alemão. Eu imagino que eles têm dois ou três amigos pra vida toda e se fecha por ai. Falta espontaniedade, entrosamento, fazer questão da outra pessoa que está com você se sinta bem. Várias vezes já estive num ambiente com alemães que sabem que eu não domínio bem a língua (já vou falar sobre isso) não fazerem questão alguma de conversar em inglês (línguas que todos conhecem) para eu me sentir mais incluso. Ninguém conversa com ninguém em filas, onibus, metrôs e etc... todo mundo muito focado em si.
Concluindo, isso ai é um resumao de como vejo, até agora, esse país, extremamente eficiente e eficaz, mas a frieza do povo é palpável.
É bom deixar bem claro que essa impressão poderia ser bem diferente se eu falasse alemão. Mas só posso descrever o que eu conheço.
Brasucas na Germânia, no que concordam e no que discordam?!
Oi Heitor, depois de alguns segundos eu consegui parar de rir do header do seu blog, há muito tempo não vejo um BÃO escrito de forma tão criativa, e olha que eu sou do Goiás, portanto, compartilho este desfiguramento do bom.
ResponderExcluirEnfins, muito do que dissestes faz sentido. Fazer amizades por aqui não é fácil, mas uma vez feitas, são duradouras e leais. Não tem essa de conhecer no elevador e chamar pro churrasco. Mas este esquema também tem seu lado positivo. Ou seja, "bão tamém".
Cara, uma coisa que eu ouvi muito dos outro europeus que eu conheci, e de alguns brasileiros que conhecem bem o país: Nunca "dependa" de um alemão. Mas isso eu acho pior pra nós brasileiros, que pelas adversidades do nosso país acabamos vendo a vida com olhos de esperança e alegria. Não é à toa que a maioria dos estrangeiros que moram no Brasil sempre pensam em voltar. Nós temos (e acho que sempre vamos ter) esse comportamento acolhedor e amigável, seja qual for a origem do visitante. Então sentimos muita falta disso quando nós estamos do outro lado.
ResponderExcluirAe heito aqi qm fala eh o alemaum... haha..
ResponderExcluirboum eu como um boum e fiel morador deste país, ja por quase 5 anos, tentando acabar a faculdade aqi,com pessoas frias, falo a lingua fluente, e naum sinto diferenca alguma.. alias sinto ateh uma maior dificuldade... pq eles se tratam com frieza entre eles msm, e pra eles eu sou alemaum, conclusaum: todos me tratam com frieza como se fosse super normal. Agora quando eu resolvo conversar com o sujeito em ingles ou finjo um alemaum malema, a miaoria se interessa pela nossa cultura e conversa com vc, pois o brasileiro eh bem visto. Mas claro q isso tbm eh soh uma parte deles, ou os q ja viajaram, ou os q se interessam por outras culturas e ainda pretendem conhecelas.
Oi Heitor,
ResponderExcluircompartilho de muitas ideias aqui comentadas. Como uma boa brasileira morando temporariamente nessa terra gelada, sinto falta desse calor humano típico da gente e da espontaneidade. E,ao mesmo tempo, admiro o que voce chamou de papel social. E nesse jogo de morar aqui e morar ali, vejo cada vez com mais nitidez as virtudes dos brasileiros e tento assimilar tudo aquilo que me agrada. E bora continuar nossa experiencia germanica!
Um beijo,
Ju
Conversando sobre a Alemanha com minha colega de apê, ela diz : "É, o povo lá suicida pra caralho né?" rsrsrsrs tá então.
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